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Este sistema é mais um processo pedagógico que visa a valorizar e promover uma agricultura mais sustentável, mais respeitosa do ambiente e da saúde pública.

Os modelos de certificações existentes

Existem dois modelos principais de certificação no mundo:

  • Uma certificação por um terceiro feita por um organismo privado de certificação: o organismo elabora uma norma, revende esta norma aos produtores, e faz os controlos de verificação no terreno.
  • Um sistema participativo de certificação, feito pelo grupo de actores envolvidos na cadeia de valor, do produtor até o consumidor.

De acordo com o contexto das zonas verdes de Maputo, e também da vontade de valorizar uma produção agro ecológica, diversificada, desenvolvida pelos pequenos produtores familiares, achamos que o sistema de certificação privado não era o mais adaptado.

De facto, o sistema participativo está baseado primeiramente nas normas estabelecidas pelos produtores mas também com outros actores envolvidos na cadeia (comerciantes, organismo de apoio privado e publico, consumidores). Isso permite garantir que as normas produzidas estão de acordo as realidades e capacidades dos produtores e que vão respeitar os princípios da agro ecologia.

Alem disso, o sistema de avaliação, controlo, e atribuição da certificação é participativa, e envolve vários tipos de actores. A certificação não depende unicamente de uma pessoa ou de um avaliador privado, mas está baseada na participação e avaliação de vários actores.

Em fim, este sistema valoriza mais a troca de experiência entre os atores, a confiança dos produtores até o consumidor, a transparência, a criação de rede de atores que respeitam a mesma filosofia da agro ecologia.

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Sistema de certificação participativa em Maputo

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